Não sei por quê… Dezembro 28, 2008
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Queria poder parar de reclamar. Queria poder me satisfazer. Queria poder ver a felicidade que está na minha frente… Quero… e… será que posso? Felicidade, venha por favor, e faça-me entender. Entender que sou quem sou, entender que as pessoas são como são, e entender que tudo é como deve ser… Sempre!
Lutar por um sonho? Dezembro 28, 2008
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E então… O que é lutar por um sonho? É segui-lo até o fim, não deixando nada te impedir? É seguir firme e forte, mesmo que a sua razão de sonhar não pareça mais tão certa? É olhar para o amanhã, na eterna esperança de que ele irá se realizar? Afinal… O que é lutar por um sonho?
Não entendo nada da vida… Não entendo nada… Não sei quando devo continuar, ou quando devo parar. Não sei se é certo insistir, ou se é pura perda de tempo. Não sei como saber o que é certo e o que é errado… Não sei nem viver no meio-termo. Ou é um, ou é outro. Se não for assim, não serei eu mesmo. Mas afinal, quem sou eu mesmo?
Meu código de conduta vai por água a baixo. Minha razão é pisoteada. Minha vida vira do avesso. E, entretanto, eu não percebo. Sou mesmo tão burro assim? Tenho até medo de ouvir a resposta.
Às vezes faço de um jeito diferente. Não dá certo. Outras vezes tento me empenhar mais. O resultado é o mesmo, se não pior. Em algumas ocasiões faço do jeito que sei que funciona. E percebo que funcionava, e não funciona mais. Se as pessoas não são tão diferentes, por que nunca dá certo? E se elas são muito diferentes, por que será que ainda tenho esperança? Agora mesmo… Será que estou sendo infantil? Revoltado? Ridículo? Ou será que finalmente estou indo pelo caminho certo…
Não dá para entender nada. O mundo parece mesmo ser muito injusto. No final tudo dá certo, sim, mas para quê passar por tudo isso? Será que não dá para pegar um pouco mais leve? Dizem que eu gosto mesmo é de coisas difícies… São todos doidos! E gostar de coisa difícil para quê? Para sofrer? Para me iludir? Para me magoar? Eu não sou masoquista, só para constar… Alias, não sei mais o que eu sou! Não tenho mais a menor idéia! Não sei se sou cego, se sou burro, ou se sou um cara realmente azarado! Em todo caso… Não acho que haja muita esperança. Mas não sou de desistir… Amanhã, se duvidar, já vou estar bem, e, só para variar, tentando buscar novamente aquilo que perdi novamente. Afinal, ainda não sou forte para manter isso sozinho… Não sou tão determinado assim, para viver desse jeito só por mim. Não sou tão bom, para viver somente nesse tom. Afinal, ainda sou fraco, rude, descontente e um tanto quanto ingrato…
Viver e lutar… Onde vou achar um sonho, que me possa contentar, que eu possa realizar? Onde, como e quando…
Mas só chove e chove… Dezembro 22, 2008
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E agora eu choro… Não passo de uma criança, um pivete que não amadurece… E eu choro… O meu coração parece querer explodir… Minha mente já não funciona mais direito… E eu choro… Choro e choro… Meus olhos ardem… E eu me sinto frio… E ainda assim choro e choro…
Feeling the flow of life… Dezembro 21, 2008
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No fundo, no fundo, a gente sabe… Que as coisas são como são, que você é como é, e que algumas pessoas realmente não servem para determinadas ações. No fundo, mas bem no fundo, a gente tem certeza… De que o tempo vai limpar a dor, vai fechar as feridas, e vai apagar as lembranças…
Será esse o tipo de pessoa que quero ser? Será esse o tipo de atitude que quero tomar? Mas como confrontar o próprio coração? Não consigo saber… Talvez as coisas sejam assim mesmo e a gente tem que se acostumar… Mas se é assim, onde fica a vontade? E se a vontade não existir, que raios de vida é essa? Não é assim que quero… Não é disso que preciso…
Qual será meu próximo passo? O próximo lugar pelo qual passarei? A próxima fonte da qual beberei? E o próximo amor, com o qual ferirei? Às vezes quero que tudo acabe… Às vezes quero que eu acabe… E, às vezes, só quero poder sorrir…
O quanto eu errei eu não sei… O quão doloroso foi, também não… Mas eu fui levado até isso… Pelo tempo, pelo coração, pela sua ação… E agora sinto a mão do destino pesar sobre meus ombros, exigindo de mim algo que não sei se quero confrontar… E no entanto, ainda assim quero tentar…
Se eu der um passo… E somente um, qual ele será? E se eu correr? Onde irei chegar? Será que se eu cair, alguém me acudirá? E se de joelhos eu ficar, você poderá me abraçar? Se eu chorar, qual mão irá me confortar? E se me zangar, você suportará? Se isso for como eu acho que vai ser… Adeus, adeus, passe bem ver!!!
Marcando o mundo! Dezembro 12, 2008
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Sinto que consegui! Eu pude, ao meio jeito, marcar meu mundo. Pode não ser muito, e pode ser até meio banal. Mas eu já deixei aqui o meu feito. Ele ainda está inacabado, mas sinto que já possui forças suficientes para caminhar sozinho. Não vou abandoná-lo, é claro! Mas ele já é forte. Ele já é um marco! E eu não poderia estar mais feliz!!
Sou muito grato a todos aqueles que estão me apoiando, me ajudando, me dando suas opiniões. Sou muito grato à aqueles que já possuem muita estima por esse humilde trabalho. Posso estar pedindo muito, mas quero que vocês levem sempre com vocês a memória de TTW!
Ana, James, Davi, Caio, Dani e Thi! Obrigado por me concederem essa chance de mudar a realidade. Muito obrigado também pelo apoio, pelos desenhos, pela presença!!
Ari, Stef, Lindomar e todos aqueles que, de algum modo, acompanham TTW, meus sinceros agradecimentos! Muito obrigado pelo apoio, pelos feedbacks, pelo interesse!!
E assim eu continuo! TTW continua! Então vamos em frente, por que sei que vocês esperam por isso, e, eu também, é claro!!!
Under the moon… Dezembro 1, 2008
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Óhh coração! Senhor do nobre fogo da paixão! Um dia irás de me dizer? Por onde há o amor de se esconder? Em qual ardor, em qual calor? Em um sorriso de amor, em um olhar de dor? Por onde há de se esconder, como há de sobreviver…
Óhh alma! Donzela da mais bela calma! Um dia irás de me dizer? Como pode a gentileza florescer? Com qual sentido, em qual vestido? Há de ser doce e exigente, há de ser dura e consciente? Ainda há de florescer, e meu caminho percorrer…
Óhh tato! Artista de todo sentimento abstrato! Um dia irás de me dizer? O que se revelas suficiente para conviver? Qual necessária intenção, qual necessária devoção? Deves ser paralela, ou há de ser oposta? Sentimentos a envolver, uma mistura a se conhecer…
Quando o tempo passa… Novembro 14, 2008
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… muita coisa muda. Sonhos se tornam realidade. Amigos vem e vão. Relacionamentos terminam, outros começam. A família sofre profundas modificações. A mente, o corpo, a alma, tudo se transforma. E a vida, ainda assim, continua a mesma.
Hoje eu parei para pensar sobre o amanhã. Não faço isso com frequência. Na verdade não faço isso quase nunca. Mas hoje eu parei para pensar. Uma grande amiga minha (Ganbate Akemi-chan! Let´s save the world, little by little!) me fez pensar sobre isso. Sobre como todos temos dúvidas, por mais raro que seja, sobre o futuro. Que todos temos receios, que todos temos esperanças. E que todos tentam viver sempre do melhor jeito possível. E hoje, eu pensei sobre o meu.
Olhar para o horizonte e não enxergar o que vai acontecer é meio assustador. Você faz planos, tem sonhos, planeja esquemas de vida, mas no fundo tem quase certeza que só 10% daquilo vai ser como você quer. E isso já é mais do que o suficiente. Afinal, é muito mais gostoso viver algo sem saber o que vai acontecer! Gostoso e assustador!
Pensando sobre mudanças, eu reparei em como vou mudando meu jeito de pensar. De sentir. De viver! Estou tentando ir sempre para um patamar melhor, mas não é tão simples assim. Viver é o maior dos desafios, sem dúvida. Uma missão com várias “side quests”.
Hoje fiquei pensando no que quero fazer de agora em diante. De como vou levar meus relacionamentos (ou se quero arranjar um), de como vai ser no trabalho (se quero ficar para sempre nele, evoluindo, é claro), de como serão meus hobbies (e como um deles vai ser no futuro), de como eu vou ser e como vou viver. É divertido pensar sobre isso. Meio irreal, mas muito divertido!
No fim, acho que o mais importante é continuar seguindo. Continuar tentando! E, quem sabe um dia, mais de 10% se torne realidade…
Caminhos tortos, visão turva… Outubro 20, 2008
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É difícil, muito difícil. Olhar para o caminho de vida que você segue sem ter certeza de que é ele que você quer acompanhar. Sentir uma tremenda falta de ânimo para continuar a caminhar, mesmo sabendo que desistir agora será perder uma coisa muito importante. Uma bifurcação, do qual não importa qual rumo você siga, sempre haverá espaço para a tristeza, a dor, o desconforto. E então a pergunta que não quer se calar: Por que fazemos o que fazemos? Por que as coisas são tão difíceis? Por que nos sentimos assim?
Não me decido. E assim fico me machucando, me atirando para um buraco cada vez pior. Vou arrastando esse sofrimento, sentindo falta de ânimo para continuar no meu caminho, sentindo que será uma baita burrice parar de segui-lo logo agora. E mesmo assim não me decido cento por cento no que fazer.
Ás vezes sinto falta de alguém para seguir de exemplo. De alguém mais velho, mais experiente, que me dê não só conselhos bons, mas também que passe confiança e empolgação! Então me lembro que já estou velho demais para encontrar alguém assim. E que nesse mundo, pessoas assim são mais do que raras. São uma espécie em extinção.
Resolvo então sair para me distrair. Dar uma volta, fugir da rotina, achando que isso me aliviará. Não que eu não aproveite ou goste dessas oportunidades. Mas ultimamente elas têm mais me cansado do que ajudado. E assim eu volto a pensar… Será esse mesmo o meu lugar? Para onde vou? O que vou fazer? Como irei viver?
Pensar sobre isso me cansa. Fico desanimado, triste, dominado. Normalmente não sou assim. E ao meditar, em vez de encontrar paz, só encontro um abismo de pensamentos negativos e uma dúvida. Quem eu sou de verdade? Faz tempo que busco a resposta, mas ela me é tão clara quanto reconfortante. Absolutamente nada. Voltam então as clássicas frases: “Seja você mesmo”, “Acredite no que você acreditar”, “Viva por você”, “Você não se encontra, você se faz”, “Seu passado é a resposta para seu futuro”, “Quando você chegar a um esgotamento de todas as suas forças, se mesmo assim houver algo que você não puder abandonar, essa é sua resposta”, “Aproveite cada momento, cada sensação”. E elas passam por mim vazias. Por que meu corpo consegue senti-las, minha mente consegue entendê-las, mas minha alma não consegue absorvê-las. E novamente eu volto para a escuridão que eu mesmo criei.
Treinar. Talvez seja essa a palavra que me falta. Pois quem sou para julgar os outros, se sou pior que todos? Pois quem sou eu para desejar ser como os outros, se não consigo ser nem a mim mesmo? Pois quem sou para querer ser feliz, se não pude trazer felicidade para quem me importava mais que a mim mesmo? Pois quem sou, nesse mundo gigantesco? E as perguntas vêm, as respostas vão, e só fica a escuridão. A escuridão de meu quarto, a escuridão no céu, a escuridão envolvendo meu ser.
Nesse instante só me resta rezar. Para que eu encontre logo essa força que me falta, para que eu entenda essa dor que me assola, para que eu me transforme nessa próxima luz poderosa.
Pedaços! Outubro 14, 2008
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A vida é feita de pedaços! Pedaços do bem, pedaços do mal, pedaços de luz, pedaços de sombras, pedaços de sim, pedaços de não, pedaços de mim, pedaços de você…
Outro dia percebi que minha vida é composta de vários pedaços. E só. Ainda não achei nada que pudesse me completar, que me fizesse querer ir até o fim. Eu tenho um pedaço disso, e isso já me satisfaz, sem que eu queira me aprofundar, tenho um pedaço daquilo, que também já me contenta, sem precisar ir mais a fundo. E assim vai… pedacinho em pedacinho, formando um “eu” só.
Não que isso seja ruim. Mas eu sinto que preciso, e talvez todo mundo precise, de algo mais substancial, algo mais firme, algo mais vivo. Talvez eu já tenha a resposta, mas, se a tiver, ainda não puder compreender. E quem sabe quanto tempo levará para que eu a compreenda? Talvez juntar pedaços seja o melhor caminho para achar a sua “resposta”. Talvez cada pedacinho seja uma resposta por si só. Talvez não exista exatamente algo firme…
O quanto será que tenho que crescer para alcançar alguns pontos da minha vida? O quanto será que tenho que me esforçar para possuir algumas coisas? O quanto será que afeta a minha vida cada um desses pequenos pedaços que se unem, como um inintelígivel quebra-cabeça? Só montando para ver…?
Passado… Setembro 22, 2008
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21 de Setembro de 2008, 21:00 – Meu quarto
Às vezes, um único momento é suficiente para mudar sua vida. Para destruí-la, ou para salvá-la. Seja lá para qual dos caminhos leve esse momento, o importante é que ele se torna inesquecível. Ou, ao menos, memorável. Um momento acompanhado de uma sensação angustiante, de uma alegria incessante, de uma desconfortável satisfação de saber que agora, nada mais será como foi.
Lágrimas podem vir aos seus olhos. Um aperto sufocante pode vir ao seu peito. Um sorriso brilhante pode surgir em seus lábios, um afago, ou um flagelo. E você sabe que tudo o que foi, há muito tempo atrás, era bom. Que o que estava acontecendo não era tão bom assim. E que o que virá, ninguém faz a menor idéia. Sacrifícios viram moeda de troca. Muitos não valem a pena. Poucos trazem equivalência. Os que trazem lucro são chamados de acidente. E nenhum te deixará realmente feliz.
A saudade mata. E aquela época que era boa, a de muito tempo atrás, vira um reflexo mal-feito no poço da consciência. Transforma-se em arquivo morto em sua mente, deixa-se corroer para as profundezas da inexistência. Tudo para o seu próprio bem. Pois cabe somente a você transformar lembranças em lembranças, em laços com o passado, em força perto do fim. Mas é da sua natureza transformá-las em fantasmas insistentes, em um peso e uma corrente, em um paraíso sem retorno. Queira sim ou queira não, sua vida foi marcada. Almas em encruzilhadas. Um caderno com tinta borrada. Alguns sinais de uma antiga jornada. E então o tempo passa…
Você se olha e não se vê. Afinal, quem é você? Uma mancha do que já foi limpo? Ou só o destino seguindo? E as respostas não vêm. Você as procura e não as acha. Você chora e nada mais tem graça. E o tempo volta a correr. Então, em um dia qualquer, você observa. Um movimento incerto, algo que não espera. E entende que dentro tudo ainda vive. Que você ainda é você, mesmo que no limite. E que no fundo do seu coração, ainda bate aquela sensação. Nada vai ser como foi. Não vai ser, porque nunca deixou de ser. Foi só você, que aos olhos dos outros, deixou de ver…